Seleção pós-Copa é um sucesso. E daí?

Depois de frustrar milhões de torcedores com outra campanha fraca num Mundial, a Seleção brasileira fechou o ano com uma vitória sobre Camarões, por 1 a 0, na noite dessa terça (20), na Inglaterra. Após a derrota para a Bélgica nas quartas de final da Copa da Rússia, resultado que lhe custou a eliminação, a equipe disputou seis amistosos no segundo semestre de 2018 e teve aproveitamento de 100%, com 12 gols marcados e nenhum sofrido.

Tem sido assim desde o fracasso no Mundial de 2006. A Seleção decepciona na Copa e, em seguida, atropela seus adversários em amistosos muitas vezes sem nenhuma importância. Doze anos atrás, perdeu da França também nas quartas, do Mundial na Alemanha, voltou para casa mais cedo e começou a deslanchar em amistosos. Naquela oportunidade, jogou seis vezes, venceu cinco partidas e empatou uma, com 14 gols a favor e três, contra.

Reiniciava assim a campanha pelo hexacampeonato. Veio 2010 e levou outro tombo, diante da Holanda, de novo nas quartas, na Copa da África do Sul. Na sequência, porém, se superou em amistosos até o final daquele ano, com três vitórias e somente uma derrota (para a Argentina) – marcando, no período, sete gols e sofrendo apenas um, informa o Terra.

A Copa de 2014, no Brasil, era o local exato para a festa. Mas havia a Alemanha no caminho, com autoridade suficiente para golear a seleção anfitriã por 7 a 1, em Minas Gerais. De sobra, a Holanda fez 3 a 0 na equipe da casa, na disputa pelo terceiro lugar.

Mas não tem nada não, pensaram os homens da cúpula do futebol brasileiro. ‘Vamos mostrar nosso valor nos amistosos’, eis a lógica proferida por vários desses dirigentes. E foi realmente isso que se deu. Na segunda metade de 2014, o Brasil realizou seis jogos que praticamente não valiam nada. O resultado? Seis vitórias (14 gols pró, 1 contra). Estaria pavimentada a trilha para o hexa em 2018?

Não! A Bélgica se impôs com um nó tático na Seleção e despachou o time de Neymar e companhia bem antes do que muita gente esperava. Então, o que restava à equipe? Derrubar quem viesse pela frente nos amistosos. Deu certo novamente, com o saldo extremamente positivo, em confrontos com um futebol de segundo escalão (EUA, El Salvador, Arábia Saudita e Camarões) e duas seleções rivais e remodeladas (Argentina e Uruguai).

Seis vitórias nos seis últimos amistosos significam o quê? Que a Seleção deu a arrancada para o hexa em 2022 no Catar

21/11/2018

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