Dor no Dia das Mães ‘Foi uma covardia muito grande’, diz mãe de Marielle sobre morte

Às vésperas do primeiro Dias das Mães sem a filha, a vereadora Marielle Franco (PSOL), morta em 14 de março passado, Marinete Silva diz que ainda é difícil falar da filha. Mesmo assim, por pouco mais de oito minutos, explicou que considera uma “covardia” o atentado que vitimou a vereadora e o motorista Anderson Gomes.

Marinete fala que não quer acreditar que o plano tenha sido arquitetado por um vereador da Câmara do Rio. Nesta semana passada, reportagem do jornal O Globo, revelou o depoimento de um delator que incriminou o vereador Marcello Siciliano (PHS) e o miliciano Orlando Oliveira de Araújo como responsáveis pelo crime.

Siciliano e Orlando negam a participação no crime.

“Aquilo que foi arquitetado contra a minha filha não é humano. É lamentável que naquele parlamento de homem branco, seja lá quem tenha planejado, arquitetado. Matar. Como é que Mariele tenha pago com a vida numa situação dessas? Foi uma covardia muito grande”, desabafou no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Rio de Janeiro.

A OAB realizou, nesta sexta-feira (11), uma audiência pública com a Comissão de Direitos Humanos e Cidadania do Parlamento do Mercosul, informa o G1.

“O dia 13 de março, véspera da morte de Marielle, foi tão marcante quanto o dia 14. Passamos horas juntas, quase não tínhamos oportunidade de conversar. Jamais imaginaria que no dia seguinte eu ia receber a notícia da morte dela. Não tenho certeza de nada só que tudo isso não é humano”, desabafou.

Em poucos minutos, Marinete relembrou da educação católica que deu à filha nas ruas de Bonsucesso, bairro onde está o Complexo do Maré, por onde Marielle transitava independente da facção criminosa que dominasse as comunidades da região.

“Levaram um pedaço da gente. Filho faz parte de nós. É um Dia das Mães de dor”, revelou.

12/05/2018

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