CNJ cria grupo para avaliar criação do juiz das garantias

O presidente do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, determinou nesta 5ª feira (26.dez.2019) a criação de 1 grupo de trabalho para avaliar a aplicação do mecanismo de juiz das garantias, previsto no projeto anticrime sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro na 3ª feira (24.dez).

Com a medida, o CNJ deverá apresentar formas de regulamentação da questão até 15 de janeiro de 2020. Pela lei sancionada, a atuação do juiz das garantias começará a valer em 23 de janeiro, 30 dias após o ato de sanção da norma.

A lei, aprovada pelo Congresso Nacional, criou a figura do juiz das garantias nos processos criminais. Dessa forma, o magistrado responsável pela condução do processo não vai proferir a sentença do caso. O juiz que atuar na função deverá analisar somente pedidos de prisão, quebra de sigilo bancário e telefônico, busca e apreensão e outras medidas.

O texto contém parte do pacote anticrime apresentado pelo ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) e parte do projeto elaborado pela comissão de juristas coordenada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A proposta conta ainda com alterações promovidas por congressistas.

27/12/2019

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